Saiba tudo sobre a hanseníase: sintomas, diagnóstico e prevenção

Nesta semana comemoramos o Dia Nacional do Combate e Prevenção da Hanseníase. A data tem como objetivo chamar a atenção da população e das autoridades de saúde para a importância da prevenção e do tratamento adequado dessa doença. Por isso, não poderíamos deixar de falar tudo sobre a hanseníase. 

Aliás, você sabia que, no passado, essa doença era conhecida como “lepra”? No entanto, esse termo deixou de ser usado aqui no Brasil na década de 1970. 

Essa enfermidade afeta a capacidade da pele de sentir dor, frio e calor. Além disso, lesa os nervos dos membros inferiores e superiores e deixa deformidades no corpo do portador. Esses aspectos eram motivos para preconceito por parte da população. Então, como uma forma de amenizá-lo, o termo “lepra” foi proibido pelo Ministério da Saúde.

Atualmente, o Brasil ocupa o 2º lugar entre os países que mais registram novos casos da doença. Vale lembrar, porém, que quando descoberta ainda nos primeiros estágios, a hanseníase tem cura total. O tratamento pode variar de 6 meses (em pacientes que têm a forma mais amena da doença) até 12 (em pacientes que têm o tipo mais grave).

Continue lendo e veja tudo o que o Laboratório Vozza preparou para você sobre esse assunto. 

O que é a hanseníase?

A hanseníase é uma doença crônica e transmissível causada por uma bactéria chamada Mycobacterium Leprae. A princípio, essa doença afeta a pele, mas também pode infectar olhos e nervos periféricos, causando lesões neurais e, eventualmente, acometendo outros órgãos. 

O período de incubação, ou seja, o tempo que os sinais e sintomas levam para se manifestar, é longo, podendo durar de 2 a 7 anos.

De forma geral, a hanseníase pode se apresentar em 4 formas clínicas: indeterminada, borderline ou dimorfa, tuberculoide e virchowiana. Já em termos terapêuticos, são considerados apenas 2 tipos: paucibacilar (com poucos bacilos) e multibacilar (com muitos bacilos). 

Além disso, tanto homens quanto mulheres, de qualquer idade, podem contrair a infecção. Mas para isso acontecer é preciso um longo período de exposição à bactéria, levando em conta que apenas uma minoria da população infectada chega realmente a adoecer.

Como a hanseníase é transmitida?

Se você deseja conhecer tudo sobre a hanseníase, é fundamental saber como ela é transmitida, não é?

Resumidamente, a transmissão ocorre quando alguém que está com a hanseníase, na forma infectante da doença e sem tratamento, elimina os bacilos no ambiente e acaba infectando outras pessoas que estão mais suscetíveis. Os bacilos podem ser expelidos através das vias aéreas superiores e pelo contato próximo e prolongado do infectado.

Os doentes com poucos bacilos – ou seja, os paucibacilares (PB) – não chegam a ser considerados uma fonte de transmissão da doença. Já as pessoas com a forma multibacilar (MB) são mantidas como principal fonte de infecção enquanto não estiverem em tratamento.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico para essa doença é clínico e epidemiológico, realizado por meio de um exame geral, também dermatoneurológico. Esses meios são fundamentais para identificar lesões ou áreas de pele com mudança de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos, como alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas. 

Geralmente, as pessoas que têm hanseníase costumam apresentar manchas dormentes na pele, dores, câimbras, formigamento, dormência e fraqueza nas mãos e nos pés. 

Por outro lado, em crianças o diagnóstico exige uma avaliação ainda mais cuidadosa devido à dificuldade de aplicação e interpretação dos testes de sensibilidade. Neste caso, é recomendado utilizar o Protocolo Complementar de Investigação Diagnóstica de Casos de hanseníase em Menos de 15 Anos. 

Como é feito o tratamento da hanseníase?

Em primeiro lugar, a informação sobre a manifestação clínica da hanseníase em cada pessoa é fundamental para determinar a classificação operacional da doença, ou seja, se ela é paubacilar ou multibacilar. Só assim é possível indicar qual é o esquema de tratamento mais adequado para cada caso. 

Esse tratamento é realizado com a poliquimioterapia (PQT), uma associação de antimicrobianos recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Esta é capaz de diminuir a resistência medicamentosa do bacilo, que ocorre sempre que é utilizado apenas um medicamento. Logo, a cura da doença pode acabar impossibilitada.

É bom ressaltar, porém, que os medicamentos são altamente seguros e eficazes. O paciente toma a primeira dose mensal sempre acompanhado por um profissional de saúde. As demais, ele pode fazer sua automedicação. 

Assim que o tratamento começa, a doença já deixa de ser transmitida. Mas é importante lembrar que todos os amigos, colegas de trabalho e pessoas próximas devem ser examinadas e oferecer apoio ao paciente. Esse cuidado faz toda a diferença!

Agora, quando se trata de crianças com hanseníase, as doses dos medicamentos são ajustadas levando em consideração a idade e o peso. Já nos casos de pessoas com intolerância a um dos medicamentos, um esquema substitutivo vai ser indicado. 

E saber tudo sobre a hanseníase inclui também a cura. Por isso, é importante que você entenda que a cura acontece somente depois que o paciente termina de tomar todas as doses que foram recomendadas para o seu tratamento. 

Como prevenir a hanseníase?

Para você saber tudo sobre a hanseníase, veja como é feita a prevenção dessa doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a investigação de pessoas próximas e/ou que estiveram em contato com o paciente são as principais formas de prevenção. 

Como prevenir as deficiências e incapacidades físicas que a hanseníase causa?

Para esses casos, a prevenção de deficiências e incapacidades deve ser um conjunto com o tratamento de poliquimioterapia (PQT). Aliás, é recomendada para todos os pacientes. 

No entanto, a avaliação neurológica deve ser realizada em situações como: 

  • Assim que o tratamento for começado
  • A cada 3 meses durante o tratamento, caso o paciente não tenha queixas
  • Sempre que o paciente relatar: dor em trajeto de nervos, fraqueza muscular, início ou aumento de queixas de queimação ou desconforto
  • Na alta do tratamento
  • Durante o acompanhamento pós-operatório de descompressão neural
  • No controle periódico de pacientes que fazem uso de corticoides

Laboratório Vozza: prevenção e conscientização para melhor cuidar da sua saúde

O Laboratório Vozza apoia a prevenção e a conscientização sobre a hanseníase. 

Para nós, a informação é tudo. Por isso, previna-se e cuide da sua saúde. Ela merece sua atenção.